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Programa "Dinheiro na Escola Paraense" amplia autonomia e moderniza estrutura da Escola Palmira Gabriel, em Belém

Prodep fortalece gestão escolar e garante investimentos diretos às unidades da rede estadual; novo repasse está previsto para a primeira semana de ...

26/06/2026 às 18h52
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Divulgação
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Na Escola Estadual Palmira Gabriel, em Belém, a rotina escolar mudou de forma perceptível nos últimos anos. Salas climatizadas, equipamentos renovados, melhorias na infraestrutura e novos espaços de aprendizagem passaram a fazer parte do cotidiano de estudantes e profissionais da educação. As mudanças são resultado direto dos investimentos do Programa Dinheiro na Escola Paraense (Prodep), política pública do governo do Pará executada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que transfere recursos diretamente às unidades escolares.

A iniciativa fortalece a autonomia da gestão escolar, permitindo que as próprias comunidades definam prioridades e direcionem os investimentos conforme suas necessidades. Desde 2023, o governo do Pará já repassou mais de R$ 232 milhões para escolas em todo o Estado. Somente em 2025, mais de R$ 95 milhões foram destinados a 708 unidades escolares, contribuindo para melhorias na infraestrutura e no processo de ensino e aprendizagem.

Na escola Palmira Gabriel, os recursos do programa vêm sendo aplicados de forma contínua desde 2024. As melhorias incluem climatização de ambientes, aquisição de equipamentos e modernização de espaços administrativos e pedagógicos.

Diretora da Escola Palmira Gabriel, Lana Pontes

A diretora da unidade, Lana Pontes, destaca que o modelo de repasse possibilitou maior planejamento e execução das ações prioritárias. “Em 2024 conseguimos climatizar metade das salas de aula. Já em 2025 concluímos a climatização de todas as salas e também dos espaços administrativos e pedagógicos. Também ampliamos os bebedouros, adquirimos equipamentos para a cozinha, notebooks, impressoras, televisores e câmeras de monitoramento, além de horta e minhocário”, afirmou.

Segundo ela, o Prodep representou uma mudança significativa em relação ao modelo anterior de financiamento. “Antes, a escola recebia um fundo rotativo de cerca de R$ 3.800, que não atendia às necessidades da unidade. Com o Prodep, conseguimos planejar melhor e atender demandas que antes não eram possíveis”, completou.

As melhorias também são percebidas por professores que acompanham a rotina da escola há anos. A professora de Química Suely Larrat avalia que os investimentos contribuíram diretamente para a qualidade do ambiente escolar e para a manutenção da infraestrutura. “A climatização das salas foi importantíssima, assim como as pequenas reformas. Não basta apenas construir, é preciso manter. Hoje a escola consegue fazer essa manutenção”, observou.

Ela destaca ainda os reflexos no cotidiano dos estudantes. “Antes, os alunos sofriam muito com o calor. As salas eram muito quentes e os ventiladores não davam conta. Com a climatização, o ambiente melhorou muito e isso impacta no bem-estar e no aprendizado”, acrescentou.

Gestão participativa envolve comunidade escolar

A execução do Prodep é baseada no princípio da gestão participativa, envolvendo estudantes, professores e gestores na definição das prioridades. As decisões são formalizadas por meio do Plano de Aplicação Financeira (PAF), elaborado com o Conselho Escolar.

Na prática, o modelo tem permitido que os recursos atendam tanto melhorias estruturais quanto iniciativas pedagógicas, como a implantação de horta, composteira e minhocário integrados às atividades educativas.

O envolvimento dos estudantes também é um dos destaques da política. O aluno Carlos Eduardo da Silveira, integrante do grêmio estudantil, relata participação ativa nas discussões. “Nós participamos das reuniões com a direção e demos sugestões. Isso torna a escola mais acolhedora e melhora as condições de aprendizagem”, disse.

Já o estudante Kaique Freitas destaca o impacto direto das melhorias no dia a dia. “Estudar em uma sala climatizada faz muita diferença. Antes era muito difícil por causa do calor. Hoje o ambiente é mais agradável”, contou.

Entre os gestores, o programa é avaliado como um avanço na administração das unidades escolares. A vice-diretora Carla Silva ressalta o fortalecimento da autonomia financeira e pedagógica. “Hoje temos mais equipamentos, mais recursos e melhores condições de trabalho. Isso permite investir tanto na estrutura quanto nas atividades pedagógicas”, afirmou.

Nova etapa de repasses está prevista para julho

O impacto dos investimentos na Escola Palmira Gabriel integra uma política mais ampla de fortalecimento da educação pública no Pará.

A continuidade do Prodep está prevista para a primeira semana de julho, quando será liberado o primeiro lote de pagamentos referentes ao exercício de 2026. Ao todo, 708 escolas da rede estadual serão contempladas.

Segundo a coordenadora do programa, Luciana Silva, a iniciativa reforça a descentralização dos recursos e a autonomia das unidades escolares.

“O primeiro lote de pagamentos dos recursos do Programa Dinheiro na Escola Paraense, referente ao exercício de 2026, está previsto para ser liberado na primeira semana de julho, contemplando 708 escolas da rede estadual de ensino”, afirmou.

Ela acrescenta que os repasses contribuem para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem. “O programa garante maior autonomia às unidades escolares para a execução de ações voltadas à melhoria da infraestrutura, aquisição de materiais e fortalecimento das atividades pedagógicas. O Prodep contribui para um ambiente mais adequado ao processo de ensino e aprendizagem”, completou.

Texto de Amanda Castro - Ascom/seduc

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